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Sunday, January 28, 2007

Eu sou um homem?

Estava lá eu lendo um post (tem um link aqui!) do Sujeito Oculto, um simpático cara que me encorajou involuntariamente a iniciar esse recanto de perversão online, quando eu cheguei a uma estranha conclusão: eu sou um homem!

Sim. Eu nasci, me operaram e me deram hormônios. Eu cresci com cara de mulher, com corpo de mulher, com chiliques femininos e surtos de TPM, mas não, eu não posso ser mulher!

Tudo bem. Vou explicar a situação. Vou ter que assaltar aquela postagem sem autorização prévia para que toda a história faça sentido.

Lá vai...

"A definição de "trair" é muito complicada e também volátil. Quando uma mulher lhe pergunta se você se masturba pensando em outras, você diz que não, evidentemente. É a maior mentira, mas para você, pensar em outra não é trair. Entretanto, ela discorda."

Eu acho que ainda estou na categoria "ela" e concordo com esse cara! Pensar em outra não é trair, nem pensar em outro. Pô, eu penso em outros e até em outras! Já me apaixonei de chorar, de sonhar acordada e de acreditar que não há vida sem o ser amado, mas mesmo assim não pensei só no ser. Até tive um surto (bem longo, por sinal) de fanatismo por um professor de Física. E que papo é esse de "Você se masturba pensando em outras?". Tem namorada que realmente pergunta isso? É claro que se pensa em outros. Pense na situação: você vê o amado quase sempre, liga para o amado, transa com o amado. Daí você chega em casa, pega um livrinho, se distrai e finalmente aquela conhecida vontade emana. Você inicia um adorável processo de diversão pessoal e pensa no cara que vê o tempo todo? Não! Você pensa no primo distante, no colega de sala, no professor de Física, na coleguinha simpática da faculdade, em um campo florido, no nada, em si mesmo. São minutos únicos e preciosos nos quais a sua imaginação funciona bem. Tá, não estou dizendo que o amado também não apareça, né? Mas não dá pra fazer disso uma obrigação, ué?

"Tomemos o exemplo da pornografia: todo homem gosta de pornografia, mas poucas mulheres se excitam com esse tipo de coisa. E é evidente que o estímulo visual não o remete à sua namorada ou esposa, mas apenas à própria situação do filme – e mesmo assim, ele, quando confessa assistir, precisa dizer que pensou nela."

Concordo novamente. Eu não sou gostosa. Uso sutiã 42, não vou colocar silicone, não vou fazer sexo grupal nem aceitar introduzir punhos, tacos de baseball ou extintores de incendios nos meus orifícios. Por que não deixar o pobre ser ver essas bizarrices que o agrada? Ele não vai pensar na atriz com amor, não vai querer contar os problemas pra atriz. Ele simplesmente vai ver aquilo, aliviar a situação e se esquecer do tal filme imediatamente. E qual o problema das mulheres com a pornografia? Tudo bem, só tem pornô pra homem mesmo e mulher não precisa de estímulo visual, mas mesmo assim ajuda. Ou vai dizer que ver dois seres humanos transando na maior animação não causa algum efeito? Sim, acelera o processo! Cria o processo quando a imaginação é falha. Eu até baixo alguma coisa (sem muita obsessão) de vez enquando. Dá certo.

"Olhar para outras, que mal há nisso? Existe uma grande diferença entre pensar em outras mulheres e agir para que elas pensem em você até que isso chegue às últimas conseqüências."

Sim. Aí está o "x" da questão. Há uma diferença bem grande entre olhar e pensar no colega de faculdade e realmente partir para cima do garoto.

"Trair em pensamento não é trair. A traição é quando esses pensamentos são contados para a companheira, pois somente então esses pensamentos se tornam reais."

Discordo dessa aí. Eu conto que pensei quando surge alguma conversa (muitas vezes animada, não ciumenta) e ainda não considero traição. Traição é o que é feito sem conscentimento na minha opinião.

Viram? Tô sendo até mais homem que o homem aí. Ou eu realmente fui vítima de algum teste de modificação de sexo, ou minha mente funciona de um jeito estranho ou eu simplesmente faço parte do grupo das "feministas liberais". Só que dá certo. O namoro já passou dos dois anos, sem grandes brigas, traições ou crises de ciúme.

3 Comments:

  • At 3:11 AM, Anonymous Anonymous said…

    Sei lá, acho que pensar em outro homem não é traição, agora você SÓ pensar em outro, até mesmo quando está com seu namorado seria.
    rs..
    (foi duro achar o quê comentar aqui viu!)
    bjs... strange little girl!

     
  • At 3:07 PM, Blogger Sujeito Oculto said…

    Olha só! Achei esse post hoje! Acho que o problema de contar é a insegurança que você pode gerar. A grande questão aí é o motivo: se sua relação é aberta o suficiente, você conta. Se não, você só está fazendo isso para não se sentir culpado com a mentira.

     
  • At 5:30 PM, Blogger Estava Perdida no Mar said…

    Teve uma época que achei que meu namoro era aberto. Principalmente, porque tínhamos terminado e mesmo assim ficamos muito amigos. Minha vida foi rolando e a dele tb. Comentávamos sobre outras pessoas que ficávamos e tal... Não percebi que ele queria voltar pra mim. Realmente não percebi. Quando estávamos para voltar contei a ele de um cara que fiquei pouco antes de reatarmos. Ele aceitou na hora, mas a mágoa foi enorme. Nunca mais nada deu certo entre nós. Nem mesmo a amizade. E eu, mesmo tendo contado, não conseguia me livrar do peso da traição que não cometi.

     

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